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O Banco Central (BC) passou a divulgar mensalmente um conjunto de indicadores sobre os reajustes salariais negociados em convenções coletivas de trabalho. As estatísticas são elaboradas a partir dos registros do Sistema de Negociações Coletivas de Trabalho (Mediador), do Ministério do Trabalho e Emprego, e permitem acompanhar a evolução dos salários negociados no setor privado formal e sua relação com a inflação.

Os novos indicadores estão disponíveis no site do Banco Central, no boxe do Relatório de Política Monetária de setembro de 2026 e na Nota Técnica 60. A base reúne dados sobre reajustes nominais e reais, além da participação de convenções que estabeleceram aumentos acima, abaixo ou iguais à inflação e da quantidade de instrumentos coletivos considerados nos cálculos.

A iniciativa amplia as informações disponíveis para o acompanhamento das negociações salariais no país. Segundo análise do BC, os reajustes definidos nas convenções apresentam forte relação com a inflação passada, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Como os novos indicadores acompanham os reajustes salariais

As séries divulgadas pelo Banco Central foram construídas com base nas informações registradas no Mediador e permitem observar diferentes aspectos das negociações coletivas realizadas no setor privado formal. Entre os dados considerados estão os percentuais de reajuste nominal e real e a relação entre os aumentos negociados e a inflação.

Os indicadores também mostram quantas convenções estabeleceram reajustes superiores, inferiores ou iguais à inflação. Dessa forma, a base permite acompanhar a distribuição dos resultados obtidos nas negociações coletivas ao longo do período analisado.

De acordo com o estudo do BC, a inflação registrada anteriormente continua sendo uma referência importante para empregadores e trabalhadores durante as negociações. Embora não exista obrigação legal de reposição integral da inflação, os dados mostram elevada aderência dos reajustes pactuados à variação passada do INPC.

A divulgação das estatísticas também permite observar a relação entre as condições do mercado de trabalho e os resultados das negociações salariais. Entre 2012 e 2014 e novamente após 2023, períodos caracterizados por taxas de desocupação relativamente baixas, houve aumento da participação de convenções com reajustes acima da inflação.

Indicadores mostram diferenças entre períodos e setores

Os dados do Banco Central permitem ainda analisar o comportamento das negociações conforme os diferentes setores econômicos. A comparação considera atividades como agropecuária, indústria, construção, comércio e serviços.

Apesar das diferenças entre as áreas, o estudo aponta que esses setores apresentaram trajetórias semelhantes ao longo do período analisado. A base possibilita, portanto, acompanhar a evolução dos reajustes negociados sob diferentes condições do mercado de trabalho.

Para profissionais que acompanham convenções coletivas e reajustes salariais, como aqueles que atuam nas áreas de contabilidade e departamento pessoal, os indicadores reúnem informações sobre o comportamento das negociações no setor privado formal. A série permite consultar como os reajustes pactuados se relacionam com a inflação passada.

A divulgação mensal dos dados amplia o conjunto de informações públicas sobre o mercado de trabalho e a evolução dos salários negociados. As estatísticas também passam a integrar o acompanhamento da relação entre as negociações salariais e a dinâmica inflacionária do país.

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