Skip to main content

O projeto de lei que amplia a licença-paternidade de cinco para até 20 dias, de forma gradual a partir de 2027, enfrenta resistência dentro do governo federal devido ao possível impacto nas contas públicas. Segundo parlamentares, o Ministério da Fazenda manifestou preocupação com o custo da medida, o que pode afetar a votação prevista no Senado.

A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados no fim de 2025 e estabelece uma ampliação progressiva do período de afastamento para pais após o nascimento dos filhos. O texto também cria um novo benefício pago pela Previdência Ssocial, o salário-paternidade.

O tema está na pauta de de votação do Senado para esta quarta-feira (4) e, se aprovado, o projeto seguirá para a sanção presidencial.

Como funcionará a ampliação da licença-paternidade

Pelo projeto, a licença-paternidade será ampliada gradualmente a partir de 2027. O cronograma previsto é o seguinte:

  1. 10 dias de licença em 2027;
  2. 15 dias em 2028;
  3. 20 dias em 2029.

Atualmente, a legislação garante cinco dias corridos de afastamento, custeados pelas empresas.

Com a mudança proposta, o pagamento do benefício passaria a ser feito pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o que transferiria o custo para o orçamento público.

Impacto fiscal preocupa equipe econômica

Estimativas apontam que o custo inicial da medida seria de cerca de R$ 3,3 bilhões em 2027, quando a licença passaria para 10 dias. Com a ampliação completa para 20 dias, o impacto poderia chegar a R$ 5,4 bilhões por ano.

De acordo com parlamentares, a equipe econômica avalia o impacto da medida no contexto atual das contas públicas. A preocupação ocorre após pressões recentes sobre o orçamento federal, incluindo mudanças em políticas de tributação.

Votação no Senado pode depender de negociações

O líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que o governo federal é favorável à ampliação da licença-paternidade, mas indicou que a votação dependerá de negociações internas.

Segundo o parlamentar, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, teria reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para tratar de questões relacionadas ao projeto.

Ainda de acordo com Randolfe, eventuais ajustes podem ocorrer antes da votação, que estava inicialmente prevista para ocorrer nesta quarta-feira (4).

Condição fiscal para ampliação total

O texto aprovado prevê uma condição para a implementação completa da medida. A ampliação para 20 dias de licença-paternidade em 2029 só ocorrerá caso o governo federal cumpra a meta fiscal prevista para 2028.

Caso essa meta não seja atingida, a última etapa da ampliação poderá ser adiada por um ano.

O projeto também prevê que o custo da política seja compensado por meio da redução de benefícios tributários, medida aprovada em legislação separada em 2025.

A proposta segue em análise no Senado Federal e, se aprovada sem alterações, será encaminhada para sanção presidencial.

Com informações adaptadas Folha de S. Paulo

Leave a Reply

Informações Gerais

Endereço:
R. Mar de Sufe, 114 - JARDIM IMPERIAL, Manaus - AM, 69058-438

WatsApp:
92 99994-1651