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14/08/2020 - Brasil faz empréstimo de US$ 1 bi com BID para pagamento de programas emergenciais

14/08/2020

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciou que o Brasil receberá US$ 1 bilhão em empréstimos financiados para o pagamento de novas parcelas do auxílio emergencial e do Programa Bolsa Família.

A instituição financeira disse, em nota, que o empréstimo deverá “fortalecer a capacidade de resposta emergencial do país às populações vulneráveis e aos trabalhadores”.

A verba será dividida em dois lotes: o primeiro é destinado a programas para populações em vulnerabilidade; o segundo, para a preservação de empregos e renda formal.

Etapas

Na primeira etapa de capitalização, o Brasil vai receber US$ 400 milhões para financiar o Auxílio Emergencial. Com esse dinheiro, será viabilizado o pagamento de 3 parcelas mensais do benefício para 1 milhão de pessoas. Mais US$ 200 milhões serão destinados ao Bolsa Família, que vai garantir o pagamento de 475 mil famílias.

Já na segunda etapa, os US$ 400 milhões restantes serão aplicados no Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, capitaneado pelo Ministério da Economia, o que, segundo estimativas do banco,alcançará cerca de 1 milhão de trabalhadores, que terão o trabalho assegurado.

O estudo para o empréstimo aponta que 37 milhões de brasileiros trabalham em setores produtivos afetados pela pandemia e que a medida assegura “condições mínimas de bem-estar.”

“Os desafios trazidos pela pandemia são inéditos e ainda não sabemos até quando seus impactos vão perdurar. O BID está empenhado em ajudar o governo e os cidadãos brasileiros a atravessar essa crise e a pensar nos próximos passos para retomar o crescimento que será mais do que nunca necessário”, diz Morgan Doyle, representante do BID para o Brasil.

Prazo de pagamento

Ainda de acordo com o BID, esse empréstimo feito pelo Brasil poderá ser pago em 25 anos, com um período de carência de 5 anos e meio.

Os juros serão calculados com base na Libor (London Interbank Offered Rate, na sigla em inglês), uma taxa usada em empréstimos internacionais para bancos que têm sede de operações em Londres, na Inglaterra.

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